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33º Sessão Ordinária - Câmara de Botucatu cobra melhorias em escolas e no trânsito e debate mudanças no quadro de servidores

Melhorias na educação, segurança para pedestres e mudanças na estrutura de pessoal da Prefeitura estiveram entre os principais assuntos da 33ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Botucatu, realizada na segunda-feira, 28 de setembro de 2026. A reunião também teve cobranças por atendimento nos bairros e debate sobre um programa de reconhecimento a empresas que contribuam com a proteção animal.

Na ordem do dia, o Projeto de Lei Complementar nº 27/2026, de iniciativa do Executivo, teve a análise adiada após pedido de vista do vereador Ielo. Durante o expediente, foram aprovados requerimentos sobre infraestrutura escolar, trânsito, saúde, acessibilidade e promoção turística.

Alunos levam reivindicações sobre a escola ao Legislativo

Uma visita de estudantes do 5º ano da escola municipal Dr. Cardoso de Almeida à Câmara, em 17 de setembro, deu origem ao Requerimento nº 836/2026. Assinado por Cula, Carlos Trigo, Zé Fernandes e Lelo Pagani, o documento reuniu demandas apresentadas pelas crianças sobre a rotina e as instalações da unidade, que funciona em período integral.

Entre os pedidos estão reparos em goteiras, cobertura da quadra, melhorias na iluminação e providências para suprir ausências de professores. Os vereadores também solicitaram mais atividades esportivas, modernização da sala de informática, melhoria da internet, ampliação do acervo da biblioteca e estudos para implantação de laboratório de ciências e aulas de espanhol.

A alimentação escolar também foi abordada. O requerimento pede avaliação do cardápio e da qualidade de bebidas servidas aos alunos, com base nos relatos dos estudantes. As solicitações foram dirigidas à Prefeitura e às áreas responsáveis pela educação e pelos serviços de manutenção.

Ainda na educação, Ielo propôs estudos para um auxílio destinado à compra de uniformes por meio de cartão magnético. Na tribuna, defendeu que o modelo poderia ampliar a participação de estabelecimentos e pequenos produtores locais no fornecimento das peças.

Segurança viária e acesso aos bairros

Zé Fernandes apresentou dois requerimentos voltados à segurança no trânsito. Para a Rua Visconde do Rio Branco, pediu estudos técnicos sobre medidas como redutores de velocidade, semáforos ou radar fixo. O documento aponta preocupação com a circulação de veículos em alta velocidade e os riscos para motoristas, ciclistas e pedestres.

Na Rodovia Gastão Dal Farra, a solicitação foi dirigida à concessionária responsável pela via e trata da possibilidade de reduzir de 60 km/h para 40 km/h o limite fiscalizado por radar nas proximidades de estabelecimentos comerciais. Segundo o requerimento, moradores relatam dificuldades para atravessar a rodovia, especialmente em uma região com circulação de crianças e famílias.

Outro pedido, de Thiago Padovan, busca um acesso auxiliar para moradores da Rua Carlos Alberto Rosseto, no bairro Árvore Grande, durante as obras de drenagem. Também foram apresentadas demandas por abrigos em pontos de ônibus, manutenção de vias e melhorias em calçadas.

Ielo reiterou a proposta de estudos para prolongar a Avenida Santana até a Avenida Paula Vieira e implantar marginais ao Ribeirão Lavapés, com corredores de ônibus, ciclovias e infraestrutura urbana. O requerimento solicita orçamento por trechos e análise da proposta pela comissão de revisão do Plano Diretor.

Saúde, acessibilidade e espaço para patinação

A revitalização da unidade de saúde da família da Cohab 4, no Jardim Bandeirantes, foi solicitada por Valmir Reis. O documento pede melhorias nas instalações para oferecer mais conforto e segurança aos usuários e profissionais.

Carlos Trigo voltou a cobrar a ampliação dos dias, horários e tempo de aula do curso de mobilidade para pessoas com deficiência visual oferecido pelo Núcleo de Atendimento Pedagógico Especializado. A justificativa aponta que a disponibilidade atual limita o atendimento diante da demanda.

Na área esportiva, Zé Fernandes, Thiago Padovan, Nuno Garcia e Valmir Reis solicitaram uma estrutura adequada para a prática de patinação. Conforme o requerimento, o grupo de praticantes já reúne mais de cem participantes e ainda aguarda um local apropriado para a atividade.

Câmeras ao vivo como ferramenta de divulgação turística

Lelo Pagani propôs estudos para instalar câmeras com transmissão pública pela internet em pontos turísticos e locais de interesse histórico e paisagístico. A ideia é reunir as imagens em uma página que permita acompanhar diferentes atrativos de Botucatu em tempo real.

Entre os locais sugeridos estão o entorno da Catedral de Santana, o Morro de Rubião Júnior, a Estação Ferroviária, a região do Rio Bonito e pontos com vista para a Cuesta. A proposta prevê avaliação técnica sobre conectividade, manutenção, segurança dos equipamentos e privacidade.

Projeto sobre servidores tem análise adiada

O debate sobre o Projeto de Lei Complementar nº 27/2026 concentrou divergências quanto à apresentação conjunta de alterações em cargos e vagas para professores. Durante a discussão, Ielo afirmou que a proposta contempla 23 vagas para docentes, quantidade que considerou insuficiente.

Abelardo e Ielo questionaram a reunião, no mesmo texto, de medidas relacionadas à educação e mudanças em cargos de confiança. Também houve divergência sobre os efeitos da proposta no atendimento a Vitoriana e aos balneários. Wellington Japa apresentou uma interpretação diferente, sustentando que a vinculação ao gabinete não significaria, necessariamente, retirar o atendimento da subprefeitura.

Ielo pediu sete dias para examinar o projeto e consultar o jurídico da Câmara sobre a possibilidade de votação separada de dispositivos. O pedido foi acolhido, com retorno da matéria anunciado para a sessão seguinte.

Proteção animal provoca debate sobre nome e critérios

O Projeto de Lei nº 104/2026, de Érica da Liga do Bem, também foi discutido. A proposta institui o programa Empresa Amiga dos Animais, vinculado ao Banco de Ração, para reconhecer contribuições voluntárias de empresas à causa animal.

Ielo apresentou uma emenda para alterar a denominação do programa e detalhar os critérios de participação. O vereador argumentou que a mudança ajudaria a distinguir a iniciativa pública de um programa já desenvolvido por uma organização da sociedade civil.

Érica defendeu a manutenção do nome por considerá-lo claro e acessível à população. Segundo a autora, a proposta busca aproximar empresas, protetores e poder público, estimulando doações de ração e insumos, apoio à castração e participação em ações de adoção responsável.

A transcrição consultada termina durante esse debate e não registra a votação final do projeto nem da emenda.

Fonte: transcrição fornecida da 33ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Botucatu, de 28 de setembro de 2026. Os requerimentos relatados expressam solicitações dos vereadores; sua aprovação não confirma a execução das medidas pela Prefeitura ou pelos demais destinatários.