BOTUKAInformação pública atualizada

Semutran lança Investiga Trânsito para conscientizar adolescentes em Botucatu

A Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana de Botucatu (Semutran) iniciou uma nova frente de educação para o trânsito direcionada aos adolescentes. Batizada de Investiga Trânsito, a ação integra o Projeto EducaTran e propõe uma abordagem que vai além do ensino tradicional de regras e sinalizações.

A atividade foi lançada na quinta-feira (17) e teve como primeira turma estudantes da EMEFI Maria Jacomino Vendito, com idade próxima aos 15 anos. A proposta é colocar os próprios adolescentes no centro do aprendizado, incentivando a observação do trânsito e a reflexão sobre situações que fazem parte da rotina.

Durante as atividades, os participantes têm contato com vídeos, conteúdos educativos e situações práticas que ajudam a identificar comportamentos de risco e compreender como determinadas atitudes podem afetar a segurança de todos.

Trânsito como espaço de convivência

Um dos objetivos do Investiga Trânsito é ampliar a percepção dos jovens sobre a mobilidade urbana. Em vez de apresentar o trânsito apenas como um ambiente formado por veículos, vias e sinalização, a iniciativa destaca as relações humanas existentes nesse espaço.

Temas como respeito entre os diferentes usuários das vias, responsabilidade individual, prevenção de acidentes, percepção de riscos e autocuidado fazem parte da programação.

A intenção é estimular os adolescentes a analisar aquilo que acontece ao redor deles e perceber que decisões aparentemente simples podem ter consequências importantes para pedestres, ciclistas, motociclistas, motoristas e passageiros.

Para Rodrigo Fumis, secretário adjunto de Assuntos de Transporte Coletivo e Trânsito, trabalhar com adolescentes também significa preparar os futuros usuários do sistema viário. Segundo ele, falar sobre trânsito é tratar diretamente da preservação da vida, especialmente em uma fase na qual os jovens começam a conquistar maior independência em seus deslocamentos.

A proposta, de acordo com Fumis, é fazer com que esse público deixe a posição de mero espectador e passe a observar situações de risco, questionar comportamentos e compreender a responsabilidade envolvida nas escolhas feitas no trânsito.

Prevenção começa antes de dirigir

A escolha dos adolescentes como público da iniciativa também está relacionada às mudanças características dessa faixa etária. Com o aumento da autonomia, muitos passam a circular pela cidade de diferentes maneiras e, dentro de poucos anos, parte desses jovens também estará apta a assumir o papel de condutor.

Por isso, a Semutran pretende trabalhar a conscientização antes mesmo da obtenção da habilitação.

A metodologia do Investiga Trânsito parte dessa ideia. Os participantes são estimulados a observar situações cotidianas, compreender os problemas encontrados, analisar riscos e pensar em atitudes capazes de tornar os deslocamentos mais seguros.

Mais do que memorizar regras, a proposta busca desenvolver uma percepção crítica sobre a mobilidade e mostrar que a segurança viária depende do comportamento coletivo.

Botucatu busca preservar resultado entre crianças e adolescentes

Segundo informações apresentadas pela Semutran, com base em dados do Infosiga, Botucatu não registra desde 2022 mortes no trânsito envolvendo crianças e adolescentes de 0 a 15 anos.

Para Rodrigo Fumis, o indicador reforça a responsabilidade de manter as ações preventivas e ampliar a cultura de proteção à vida no município.

A estratégia também é relacionada pela Semutran aos princípios da Visão Zero, abordagem de segurança viária baseada na prevenção de mortes e lesões graves no trânsito.

Jovens também podem contribuir com a cidade

Outro aspecto da iniciativa é abrir espaço para que os próprios adolescentes apresentem suas percepções sobre a mobilidade urbana.

Ao observar trajetos, comportamentos e situações vivenciadas diariamente, os participantes podem identificar problemas que muitas vezes passam despercebidos no cotidiano.

Nesse contexto, o conceito de investigação presente no nome da ação representa o processo proposto aos estudantes: observar o ambiente, compreender o que acontece, analisar os riscos e pensar em maneiras de transformar aquela realidade.

O autocuidado aparece como um dos principais eixos desse trabalho. A intenção é mostrar que preservar a própria segurança também significa reconhecer situações perigosas e adotar atitudes responsáveis nos deslocamentos.

A Semutran pretende manter o Investiga Trânsito como ferramenta permanente de educação e formação cidadã, aproximando adolescentes dos debates relacionados à mobilidade e à segurança viária em Botucatu.

A iniciativa conta ainda com apoio da organização social Cidade Ativa, que desenvolve projetos relacionados à transformação de comunidades e espaços urbanos por meio de práticas colaborativas.

Como participar

A atividade é destinada exclusivamente a adolescentes a partir dos 14 anos. Os agendamentos podem ser realizados pelos seguintes canais:

Fontes e referências

  • https://www.botucatu.sp.gov.br/noticia/5288/educacao-no-transito-comeca-cedo-escola-de-transito-completa-uma-decada-de-atividades-em-botucatu/